A verdadeira intimidade por Felipe Inácio, Pastor.
- Tempo de Entender

- 23 de jun. de 2023
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INTRODUÇÃO
Existe uma diferença muito grande entre um amigo comum e um amigo
íntimo. Os amigos comuns passam em nossas vidas, os amigos íntimos
marcam nossa história. A intimidade é algo precioso para nós, mas perde
seu valor quando não é compartilhada. Podemos nos relacionar com Deus
como alguém que passa por nossa vida em um momento de tristeza ou
alegria, ou ele pode ser o nosso amigo íntimo. Mas como obter essa
intimidade? Quais os sinais de uma verdadeira intimidade? Queremos
nesse estudo apresentar cinco sinais de uma verdadeira intimidade com
Deus a partir da experiência de Moisés.
1.MAGNETISMO
O Pontapé inicial de qualquer atitude para se desenvolver uma intimidade
é o encanto por algo que aprecio ou uma particularidade minha que vejo
em comum no outro.
Moisés vivia uma vida simples, mas algo despertou nele um desejo pelo
sobrenatural. (Ex. 3.1-5). Sua vida tranquila não era tão interessante
quanto a sarça ardente. Valia à pena sair de sua zona de conforto.
2. CONFIANÇA
Esse sinal é o muro que exclui grande parte das pessoas que estão ao
nosso redor. Serei traído ou condenado se me abrir demais para essa
pessoa? Posso ter certeza que continuarei sendo amado?
Moisés era um homem extremamente inseguro. Ele tinha falhado ao matar
um egípcio, talvez por sua experiência negativa ele não se sentiu capaz de
aceitar o convite do Senhor em libertar o povo de Israel, mas finalmente
aprendeu a confiar irrestritamente em Deus (Ex 4.13; Ex 14.13). Olhar
menos para si e mais para Deus foi a chave para Moisés confiar no Senhor.
3. RECIPROCIDADE
Não existe intimidade quando apenas um lado oferece a si, quando o outro
é visto apenas como um recurso. A reciprocidade desenvolve a intimidade
porque chega um momento em que surge uma barreira intransponível que
só o outro consegue atravessar.
Talvez, Moisés seja o homem que mais demonstrou ter intimidade com
Deus. Ele passava vários dias na presença do Senhor, e Deus falava boca a
boca com ele (Nm 12.7,8). Seu rosto chegou a resplandecer a glória de
Deus por tantas vezes em que lá entrou. (Ex 34.29-35)
4. ABERTURA
Para que haja uma reciprocidade, precisamos de atitudes que gere uma
abertura e assim ocorra uma intimidade. Certos atos mudam para melhor
ou pior um relacionamento. Gastar tempo com o outro e se sacrificar são
exemplos de atitudes que nos levam a uma maior abertura. É como um
degrau que escalamos e nos tornamos mais próximos do outro.
Moisés poderia ter visto apenas sua descendência herdar a Terra, poderia
ter se acomodado em apenas obedecer aos mandamentos do Senhor, ou
apenas cumprir a missão de levar o povo à terra prometida. Mas ele roga
para ver a Glória de Deus (Ex 33.17-23). Moisés era íntimo do Senhor
porque não se conformava em viver uma fé superficial. Não queria ficar
apenas ao pé do monte (Ex 20.19).
5. AMOR
Por último, o amor é que vai sustentar a intimidade e unir todos esses
sinais. Quando amamos alguém aprendemos a ter um olhar diferente, a
ver o outro de maneira positiva. Aprendemos a ter expectativas diferentes.
A felicidade do outro é nossa felicidade. A ofensa que o outro sofre, nós
sofremos juntos. Amamos verdadeiramente alguém não quando este nos
dá algo, mas quando dá a si mesmo e nos doamos a ele.
Moisés sabia que o povo merecia ser condenado, mas não queria que Deus
o fizesse, pois, o nome do Senhor seria desonrado entre as nações. Seu
desejo era por mais do Senhor todos os dias (Sl 90.14)
CONCLUSÃO
Até quanto de Deus você está disposto a se aproximar? Quais sinais
marcam a sua intimidade com o Senhor? Que práticas você precisa tomar
ou abrir mão que gere uma intimidade maior com Deus?
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Pastor Felipe Inácio, Servo de Cristo, Bacharel em Ciência Náuticas 2008, Pós graduação em teologia do novo testamento 2022.
Email: felipeadbv@hotmail.com



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